Afinal de contas, o que é transformação digital na Supply Chain?

Afinal de contas, o que é transformação digital na Supply Chain?

Hoje decidi escrever sobre a transformação digital na cadeia de suprimentos, pois muito tem se falado sobre o tema, porém poucos trazem a real essência dos benefícios da mudança, assim como os impactos de curto prazo na cadeia.

Mas afinal, o Brasil está preparado para essa grande transformação digital?

As empresas estão preparadas para automatizar processos, redefinir procedimentos e eliminar hábitos que são realizados da mesma forma por muitos anos?

Antes de qualquer mudança é fundamental compreender qual o seu “Core Business”. 

A partir desse reconhecimento, encare essa mudança como um projeto, definindo milestones a serem atingidos no curto, médio e longo prazo.

Depois, é importante compreender o que mudar, porque mudar e onde se espera chegar com a transformação no ambiente de negócio.

Um planejamento detalhado, considerando os fatores: Tempo, Pessoas, Processos e Resultado, é fundamental para o sucesso ou insucesso da mudança.

Dependendo do tamanho da sua empresa, isso pode ser ainda mais desafiador, pois toda essa mudança passa diretamente pelas pessoas e as pessoas precisam ser desenvolvidas para um “novo modus operandi” dentro de uma nova cultura digital.

Métodos, tecnologias e modelagem de trabalho: Agile, Lean, Six Sigmas – IA, IoT, Machine Learning, algoritmos a serem desenvolvidos – ERP’s adequados, são fatores chaves nessa transição.

A tecnologia está disponível de forma ampla. O que irá definir quais serão as tecnologias utilizadas, será o seu planejamento e prioridades dentro do projeto de mudança.

A comunicação universal e clara da alta liderança junto aos times, estratégicos, táticos e operacionais, será fator decisivo para o engajamento e adesão em massa do time junto a este processo de mudança.

Agora trago alguns dados importantes para consolidar os argumentos listados acima:

  • As ineficiências da cadeia de suprimentos custam aos varejistas mais de US $ 1 trilhão em vendas perdidas a cada ano. 
  • Embora a transformação digital tenha sido rapidamente adotada em marketing, vendas e experiência do cliente, a cadeia de suprimentos é uma disciplina que continua atrasada.
  • Algumas empresas no Brasil criaram uma cultura paternalista não reconhecendo que mudar é razão de sobrevivência e não mais diferencial competitivo.
  • A cadeia de suprimentos média teve um nível de digitalização de 43%, de acordo com um relatório de 2019 divulgado pela McKinsey.
  • As interrupções que as empresas de produtos experimentaram durante a pandemia de Covid-19 nos lembram como a cadeia de suprimentos é crítica para operar um negócio com eficácia. 
  • Processos manuais desconectados e desatualizados não conseguem acompanhar cadeias de suprimentos cada vez mais globais e complexas. 

A McKinsey 2019, afirma que “as empresas que digitalizam agressivamente suas cadeias de suprimentos podem esperar aumentar o crescimento anual dos lucros antes de juros e impostos (Ebit) em 3,2% – o maior aumento da digitalização de qualquer área de negócios – e o crescimento da receita anual em 2,3%.

Para pequenas e médias empresas, os números de digitalização são ainda menores. 

De acordo com a Deloitte, as médias e pequenas empresas, respondem por aproximadamente 45% de todo o PIB dos EUA, mas apenas 23% usam software para conectar as vendas às operações da cadeia de suprimentos. 

Para maximizar a eficiência operacional e entregar consistentemente no prazo, na qualidade e no custo, as empresas devem tomar medidas em direção à modernização.

Os maiores riscos para as marcas geralmente ocorrem na “primeira milha” da cadeia de suprimentos, onde atrasos, lacunas na comunicação e eficácia do fornecedor podem influenciar muito a experiência geral do cliente, tanto interno, quanto externo.

A primeira milha abrange muitos processos críticos, desde o abastecimento e alocação de matéria-prima até o trânsito, entrega e aceitação de produtos acabados no depósito de uma marca. 

Uma maneira de começar rapidamente é implementar uma solução SRM digital.

O que é SRM?

O gerenciamento de relacionamento com fornecedores (SRM) é um conjunto de ferramentas digitais que permite gerenciar e otimizar suas parcerias com fornecedores – da mesma forma que um sistema de CRM permite melhorar o relacionamento com clientes futuros e potenciais.

SRM está sendo um foco crescente para líderes empresariais em todo o mundo.

Em uma pesquisa global da Deloitte de 2019, os CPOs afirmaram que:

  • A colaboração e a reestruturação dos relacionamentos com fornecedores existentes, estão dentro das suas cinco principais prioridades para suas organizações nos próximos 12 meses. 

O software SRM, combina dados em tempo real com recursos de automação, colaboração e planejamento para que você possa entender como cada componente individual afeta sua cadeia de suprimentos geral.

Aqui estão quatro maneiras de digitalizar os processos com SRM da sua empresa, economizando tempo, dinheiro e recursos.

1. Colaboração aprimorada

Uma cadeia de suprimentos digitalizada permite que as equipes internas e externas trabalhem juntas com mais fluidez. 

Se sua cadeia de suprimentos reside em e-mails, planilhas individuais e documentos em papel e caneta, as informações importantes permanecem isoladas e a colaboração se torna complicada. 

Quando todas as partes interessadas, tanto os membros da equipe interna quanto os parceiros externos, podem ver os mesmos dados em tempo real e interagir em uma plataforma, você pode tomar decisões rápidas e bem-informadas sem esbarrar em gargalos.

2. Visibilidade total

O SRM oferece transparência em todo o processo de produção, permitindo que você verifique os fornecedores, sinalize quaisquer desafios potenciais, conduza um planejamento de demanda baseado em cenário e configure um ciclo de feedback em tempo real. 

As empresas frequentemente se concentram em melhorar a eficiência da última milha, entregando produtos na porta do cliente, mas a primeira milha é ainda mais crucial. 

A visibilidade total da produção permite alinhar todas as suas equipes e resolver problemas antes que comecem.

3. Automação previsível

O gerenciamento digital da cadeia de suprimentos simplesmente torna a vida dos seus funcionários mais fácil.

Ele automatiza tarefas repetitivas e elimina ineficiências, melhorando o desempenho geral da equipe, reduzindo custos e aumentando a satisfação e clima organizacional da equipe. 

Em vez de uma ou duas pessoas assumirem a responsabilidade por todas as planilhas diferentes, você pode centralizar os dados da cadeia de suprimentos e dar acesso a todos que precisam. 

Isso tornará os resultados mais previsíveis, fornecerá uma única fonte confiável e dará à sua equipe um tempo valioso de volta para se concentrar em atividades de maior valor para oferecer excelentes experiências ao cliente.

4. Processos escalonáveis e repetitivos

O SRM fornece um conjunto de processos claros e contínuos, que suas equipes podem seguir e ajustar conforme você escala.

Ele oferece uma visão abrangente de todas as partes móveis do relacionamento com seus fornecedores, oferecendo uma visão do que está funcionando bem e do que você precisa otimizar.

Digitalizar a cadeia de suprimentos da sua empresa, pode fornecer vantagens competitivas hoje, permitindo maior flexibilidade de acordo as modificações de cenários e prioridades.

E você, o que acha desse tema transformação digital? 

Sua empresa está tentando implementar essas mudanças nesse exato momento? 

Se você está tendo dificuldades ou até mesmo perdido por não saber por onde começar, podemos conversar e quem sabe, nos tornarmos parceiros.

Sandro Mendes
Profissional com +15 anos de carreira desenvolvida em posições estratégicas nas áreas de FP&A, Supply Chain e Logística em diferentes indústrias no Brasil e Exterior, tais como Mineração, Energia Eólica, Bebidas, Construção Civil e Agronegócios. Mestre em Gestão Estratégica de Negócios pela Fucape Business School, MBA em Logística e Supply Chain, International Business na University of Southern Queensland e Finanças e Auditoria na FGV. Sócio Proprietário da S2 Consultoria e Treinamento.

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