Carta aos líderes da nova geração

Carta aos líderes da nova geração

Vivemos numa sociedade urgente e ansiosa. Em nenhum momento histórico, nem mesmo nas duas grandes guerras onde a incerteza do amanhã pairava na cabeça de qualquer cidadão, as pessoas estiveram tão agitadas e estressadas.

A nova geração de profissionais é a primeira que chega ao mercado totalmente imergida na internet. Esses jovens nasceram com a tecnologia sendo parte da sua rotina.

Diferentes das gerações anteriores, eles são acostumados com mudanças e novidades.

As evoluções tecnológicas na forma de  aprender, trabalhar, estudar, pesquisar, se divertir, se relacionar são parte do seu DNA.

Mas se a internet trouxe a “revolução do conhecimento”, também trouxe intolerância.

Se o computador demora para processar uma informação, isso se torna motivo de irritação. Se o sinal de wi-fi oscila, a angústia toma conta do ambiente. A paciência virou artigo de luxo.

Considerada a doença do século, a ansiedade aflige pessoas de diferentes faixas etárias, entretanto são os jovens entre 25 e 34 anos são os mais atingidos, sendo o Brasil considerado o país mais “ansioso” do mundo.

Em mais de vinte anos de carreira, percebi mudanças claras na relação de líderes e recém profissionais.

Enquanto no passado gestores buscavam formas de engajar os jovens colaboradores à cultura da empresa e torná-los mais eficientes através de trabalhos rotineiros, hoje os líderes estão sendo treinados para lidar com uma geração agitada, desprendida, inquieta e com baixo limite para frustração.

Contudo, não tem mágica para engajar a “Geração Z” e extrair dela o seu melhor. Na verdade, algumas fórmulas não mudaram com a inovação tecnológica e com seu impacto no comportamento humano.

Na vida profissional, não existem atalhos. O desenvolvimento profissional, bem como o físico, exige tempo, não pode ser apressado.

Quando o líder tenta proporcionar um amadurecimento mais rápido, o colaborador perde oportunidades vitais que sustentam a carreira para as melhores tomadas de decisão no futuro.

Apesar da nova geração se preocupar em crescer rápido, a liderança deve se preocupar em fazê-la crescer forte.

É a troca da velocidade pela constância. Crescimento é resultado de um processo gradual e a gestão precisa buscar alternativas para trabalhar progressivamente o desenvolvimento dos novos talentos.

As atividades delegadas podem ser repetitivas, mas não enfadonhas. Estimule a criatividade e a inovação.

Desafie o colaborador a trazer sua visão sobre a atividade. Dê a eles o contexto do trabalho e faça-os entender seu papel.

Quando participantes de projetos de longa duração, atividades duradouras podem ser quebradas em tarefas menores na busca de resultados no curto prazo. Isso estimula e gera aprendizado.

Propósito e engajamento pautam a rotina dessa geração. É a troca do “por que” pelo “pra que”.

Os atuais gestores estão encarando uma geração com alto potencial, mas que precisa compreender a importância do desenvolvimento. E isso demanda tempo e paciência.

Caberá à liderança ser firme na condução da gestão, guiando, direcionando e apoiando-os na busca pelos melhores resultados.

Assim como a tecnologia, a habilidade de gerir está em constante evolução.

O papel da liderança é entender essas mudanças e participar delas! Envolva-se intimamente com seus liderados mais jovens.

Esteja presente nas suas vitórias e fracassos. Ensine-os a valorizar o tempo e o aprendizado através da experiência.

E também, permita-se aprender com eles para não se tornar um “cringe”.

Mentor de Carreira para Profissionais de Compras | + posts

Executivo de Supply Chain com especialização em projetos de Petróleo e Gás, projeto em MBA de Gestão de Suprimentos, Logística e Supply Chain e Mentor de Carreira para Profissionais de Compras.

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Leonardo Rosa
Leonardo Rosa
Executivo de Supply Chain com especialização em projetos de Petróleo e Gás, projeto em MBA de Gestão de Suprimentos, Logística e Supply Chain e Mentor de Carreira para Profissionais de Compras.

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